sábado, 11 de abril de 2015

Uma melosidade...

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Você se sente estranho e equivocado. O capitalismo é uma droga, e todo seu tempo é gasto trabalhando naquele maldito escritório. Você não sabe o que vai fazer da vida; e o pior: não sabe porque está vivo.
Você olha para as estrelas e para a imensidão do mundo e não entende porque esta aqui. Sabe que um dia virará pó e que é só mais um pontinho no mundo.
Odeia a corrupção do país, pensa nas criancinhas da Africa. Bola um esquema para salvar todos os cães abandonados da cidade. Olha um pássaro cantando e se pergunta se Deus existe. No ônibus, você observa os passageiros que sempre estão lá, com você. Acha legal esse compartilhamento. Há quanto tempo pega o mesmo ônibus daquele garoto de cabelos rebeldes que sempre para no campo de futebol? E o nordestino que se mostra carinhoso com a velha mãe? Será que são felizes?
Você tem conhecimento da ciência. Sabe que todas as emoções não passam de reações químicas ocorrendo no teu corpo. Sabe que tudo é ilusão.
 Não entende nada. As vezes lhe parece angustiante viver. Vive, vive, vive... mas por que? Qual é o propósito de tudo isso?
E então... ah, então você conhece alguém. Assim, do nada. Alguém que não é o mais bonito e nem o mais simpático, e aí... ai tudo acaba.
De repente você não liga mais pra corrupção, pra imensidão do mundo, pro passageiro que tem contas a pagar, e não se pergunta a razão de estar aqui. Não liga pro capitalismo e nem em gastar seu tempo.
De repente tudo o que importa é alguém. E você continua sabendo que o que sentes por esse alguém são apenas átomos esbarrando um nos outros, mas... e daí, não é mesmo? A sensação é boa de qualquer forma!
De repente, você continua sem entender nada sobre o universo, apenas de uma coisa: os amores existem não para trazer sentido pra vida, mas pra fazer da vida uma coisa boa, mesmo que sem sentido. 


FUI!


Ps: vai a merda Eduardo :)



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